domingo, 8 de março de 2015
Conheça meu site!
Não tenho tido muito tempo para escrever no blog. Tenho concentrado as atualizações de meus trabalhos em ilustração no meu novo site.
Faz uma visitinha, pode entrar sem bater.
www.camilacarrossine.com
Abraços!
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Dica de leitura: Guy Delisle
Não sou uma grande conhecedora de quadrinhos, na verdade até antes de conhecer meu maridinho lindo nem tinha o hábito de ler. Achava que era "coisa de menino". Puro preconceito, admito.Comecei pelas indicações dele - Sandman de Neil Gaiman e Watchman de Alan Moore. Então pensei: Uia, não é que bom mesmo!
Então procurando por conta descobri tantos talentos (os gêmeos Bá e Moon, Graig Thompson, os irmãos Cafaggi, o clássico Bill Waterson...) e agora posso dizer que sou fã dessa linguagem, dessa maneira de contar histórias.
E hoje lhes apresento - se ainda não o conhecem - Guy Delisle.
O autor é canadense de Quebec e nasceu em 1966. Estudou animação e trabalhou em vários estúdios ao redor do mundo. Atualmente se dedica às histórias em quadrinhos e vive com a família no sul da França.
Li dele quatro livros: Pyongyang, Shenzen, Crônicas Birmanesas e agora mais recentemente o Crônica de Jerusalém. Todos publicados pela Zarabatana Books.
Os dois primeiros - Pyongyang e Shenzen - retratam a experiência de trabalhar em estúdios de animação na Coréia do Norne e na China. E os dois últimos - Crônicas Birmanesas e Crônica de Jerusalém são relatos de viagens que ele fez para zonas de conflito acompanhando sua esposa que trabalha na organização humanitário Médicos Sem Fronteiras.
Os quatro títulos são narrações leves e gostosas de ler sobre o cotidiano nesses ambientes que não nos é familiar. Crônicas do dia-a-dia.
Seu traço é limpo e sem excessos, como o texto.
Olha só uma página do Crônicas Birmanesas só pra dar o gostinho.
Vale a leitura!
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Algumas pessoas queridas da FNLIJ 2013
É sempre uma alegria visitar e participar do Salão FNLIJ no Rio.
Pra começar é numa cidade linda, cada vez que vou ao Rio acho a cidade mais bonita.
Chegando lá encontramos amigos e estusiastas da literatura infantil e juvenil, logo, me sinto em casa.
Coloco aqui algumas - só algumas - das pessoas queridas que encontrei por lá.
No 1 sou eu, Laura van Boekel - a queridíssima editora da Escrita Fina e Ivna Chedier Maluly - escritora de vários livros que tive o prazer de ilustrar. No 2 temos o estande da Escrita Fina com os lançamentos sobre a mesa, estão lá o João, o galo desregulado e o Maria Luiza e a banheirinha. No 3 sou eu e a Maria Luiza, a musa inspiradora do livro da banheirinha escrito pela Ivna.
No 4 uma menina linda chamada Elisângela, ela veio me perguntar o que ela precisava fazer para ser escritora. Disse a ela para ler bastante e que escrevesse tudo que tivesse vontade. Olha só que abraço gostoso eu ganhei!
E finalmente no 5 o público prestigiando o evento.
Foi tudo de bom!
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Lançamento na FNLIJ 2013
Para quem é do Rio e não pode vir ao lançamento do livro "João, o galo desregulado" que aconteceu em Sampa, agora tem uma nova oportunidade.
Será no Salão da Fnlij lá no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, cidade linda e maravilhosa.
Junto com o lançamento do livro do galo também lançaremos, eu e a escritora Ivna Chedier Maluly, o livro "Maria Luiza e a banheirinha".
Ambos os livros são publicados pela Escrita Fina Edições que todo ano recheia o evento com livros lindos e feitos com muito carinho (aproveite para dar uma passadinha no estande deles).
Até lá!
sexta-feira, 1 de março de 2013
Trailer "João, o galo desregulado"
Depois de meses de trabalho duro, finalmente nosso novo curta-metragem ficou pronto. Ainda não podemos disponibilizá-lo on-line pois ele percorrerá o circuito dos festivais, mas para dar o gostinho, segue o trailer.
O curta conta a história de um galo que canta na hora que bem entende. De noite, de dia... E ele morava em uma escola aqui na minha rua. SIM! É baseado em fatos reais.
Ele foi patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural e contamos com uma equipe MARAVILHOSA!
O argumento é dessa que vos escreve. A direção e o roteiro foram feitos por mim e pelo Alê Camargo.
Autores da trilha lindíssima, os talentosos Hélio Ziskind e Ivan Rocha.
Arrebentando na animação, Alê Camargo, Jonathan Bento, Diego de Paula, Fausto Silva.
Me ajudando (e muito!) com as pinturas dos cenários, Mário Brito e Sérgio Motcha.
Essa história virou filme e também virou livro e será publicado pela Escrita Fina Edições e já tem lançamento marcado na FNLIJ desse ano, lá no Rio, cidade maravilhosa. Falarei mais do lançamento em breve.
O curta conta a história de um galo que canta na hora que bem entende. De noite, de dia... E ele morava em uma escola aqui na minha rua. SIM! É baseado em fatos reais.
Ele foi patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural e contamos com uma equipe MARAVILHOSA!
O argumento é dessa que vos escreve. A direção e o roteiro foram feitos por mim e pelo Alê Camargo.
Autores da trilha lindíssima, os talentosos Hélio Ziskind e Ivan Rocha.
Arrebentando na animação, Alê Camargo, Jonathan Bento, Diego de Paula, Fausto Silva.
Me ajudando (e muito!) com as pinturas dos cenários, Mário Brito e Sérgio Motcha.
Essa história virou filme e também virou livro e será publicado pela Escrita Fina Edições e já tem lançamento marcado na FNLIJ desse ano, lá no Rio, cidade maravilhosa. Falarei mais do lançamento em breve.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Dica de Leitura - Isto é um poema que cura os peixes
Correndo os olhos pela minha estante de livros, buscava por algo encantador e leve para ler antes de dormir. E encontrei esse: "Isto é um poema que cura os peixes" de Jean-Pierre Simeón com ilustrações de Olivier Tallec.
Jean-Pierre Simeón é um poeta francês, professor de letras, com mais de 40 publicações. Olivier Tallec também é francês e trabalha como ilustrador desde 1997. O trabalho dele pode ser visto no seu site.
A edição que tenho é da SM e está impecável. Cores vibrantes e fluídas nos explicam o que é um poema.
Aliás eita coisinha difícil de se explicar.
Talvez porque um poema não seja feito para ser explicado e sim para ser sentido.
E nesse livro tão sensível, Arthur tentará salvar seu triste peixinho oferecendo-lhe um poema.
Mas afinal, o que é um poema? Algumas descrições que encontrei nesse livro:
Um poema é quando a gente ama e sente na boca o sabor do céu.
Poema é quando as palavras batem asas, é uma canção na prisão.
O poema vira as palavras do avesso e, opa!, o mundo fica novo.
Danado de bom esse remédio para curar uma tristeza.
Já pensou, você está lá tristonho e palavras de Quintana acariciam-lhe os ouvidos. Não há coração que não se renda.
Se o poeta falar num gato, numa flor,
num vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade...
se falar numa esquina mal e mal iluminada...
numa antiga sacada... num jogo de dominó...
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo que morriam de verdade...
se falar na mão decepada no meio de uma escada de caracol...
Se não falar em nada
e disser simplesmente tralalá... Que importa?
Todos os poemas são de amor!
Então fica a dica desse livro bonito aos olhos e medicinal à alma.
Boa leitura!
Jean-Pierre Simeón é um poeta francês, professor de letras, com mais de 40 publicações. Olivier Tallec também é francês e trabalha como ilustrador desde 1997. O trabalho dele pode ser visto no seu site.
A edição que tenho é da SM e está impecável. Cores vibrantes e fluídas nos explicam o que é um poema.
Aliás eita coisinha difícil de se explicar.
Talvez porque um poema não seja feito para ser explicado e sim para ser sentido.
E nesse livro tão sensível, Arthur tentará salvar seu triste peixinho oferecendo-lhe um poema.
Mas afinal, o que é um poema? Algumas descrições que encontrei nesse livro:
Um poema é quando a gente ama e sente na boca o sabor do céu.
Poema é quando as palavras batem asas, é uma canção na prisão.
O poema vira as palavras do avesso e, opa!, o mundo fica novo.
Danado de bom esse remédio para curar uma tristeza.
Já pensou, você está lá tristonho e palavras de Quintana acariciam-lhe os ouvidos. Não há coração que não se renda.
Se o poeta falar num gato, numa flor,
num vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade...
se falar numa esquina mal e mal iluminada...
numa antiga sacada... num jogo de dominó...
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo que morriam de verdade...
se falar na mão decepada no meio de uma escada de caracol...
Se não falar em nada
e disser simplesmente tralalá... Que importa?
Todos os poemas são de amor!
Então fica a dica desse livro bonito aos olhos e medicinal à alma.
Boa leitura!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Exposição - Bruno Munari

Dica cultural:
No último domingo aproveitei um tempo livre e fui visitar a exposição de Bruno Munari no Instituto Tomie Ohtake.
O instituto em parceria com a 30a. Bienal de São Paulo montou uma exposição belíssima que ocupa três grandes salas. Podemos ver cerca de 70 trabalhos que se utilizam dos mais variados suportes.
O italiano Bruno Munari teve suas origens no futurismo e contribuiu com grandes realizações no design e na ilustração.
Seus livros infantis são encantadores além de muito criativos. Foi incrível vê-los ao vivo.
A exposição fica lá até o dia 17 de fevereiro. Vale à pena conferir.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Cinecast - O Fabuloso destino de Amélie Poulain
O Fabuloso destino de Amélie Poulain é com certeza um de meus filmes preferidos.
Assisti pela primeira vez em 2003 ou 2004 apresentado por uma amiga muito querida e estranhinha (no bom sentido) da faculdade.
Desde então não parei de assistir. Vejo regularmente e sempre escuto a trilha, que é lindíssima.
O filme é do diretor Jean-Pierre Jeunet e foi produzido em 2001. A linda Audrey Tautou fez a Amélie Poulain brilhantemente.
Mas todos os personagens são bem desenvolvidos e interessantes.
É um filme que nunca cansa e sempre acrescenta.
Pois então, fui convidada pelo pessoal simpático de Os Cinéfilos para participar de um bate-papo muito agradável sobre esse longa.
Nessa conversa bacana estavam presentes Bruno Gunter, Bruno Costa, Luciano Vieira, Erika Pessanha, Jeff Navarim e euzinha.
Quem ainda não viu, está perdendo!
E quem quiser ouvir é só clicar aqui.
Assisti pela primeira vez em 2003 ou 2004 apresentado por uma amiga muito querida e estranhinha (no bom sentido) da faculdade.
Desde então não parei de assistir. Vejo regularmente e sempre escuto a trilha, que é lindíssima.
O filme é do diretor Jean-Pierre Jeunet e foi produzido em 2001. A linda Audrey Tautou fez a Amélie Poulain brilhantemente.
Mas todos os personagens são bem desenvolvidos e interessantes.
É um filme que nunca cansa e sempre acrescenta.
Pois então, fui convidada pelo pessoal simpático de Os Cinéfilos para participar de um bate-papo muito agradável sobre esse longa.
Nessa conversa bacana estavam presentes Bruno Gunter, Bruno Costa, Luciano Vieira, Erika Pessanha, Jeff Navarim e euzinha.
Quem ainda não viu, está perdendo!
E quem quiser ouvir é só clicar aqui.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Zuly em breve na App Store!
Aguardem! Em breve Zuly e Kiko vão encantar vocês com muitas brincadeiras. Novo livro interativo "Zuly brincando no quintal" feito em parceria pela Buba Filmes e Livobooks logo logo estará na App Store.
Ilustrações e texto por Camila Carrossine e de Alê Camargo. A parte complicadíssima do software foi feita por Pedro Israel e sua simpática equipe e a trilha sonora é do talentoso compositor Rodrigo Domingos.
O livro interativo estará disponível em três idiomas - português, espanhol e inglês.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Lançamento na Fnac
No sábado passado teve o lançamento do livro "O menino que tinha medo de errar". Foi aqui em São Paulo na Fnac da Paulista. O livro é da super simpática escritora Andrea Viviana Taubman e foi publicado pela Escrita Fina Edições.
Acima seguro no colo os bonecos baseados nos personagens do livro especialmente confeccionados para a contação de histórias que foi feita por Fábio Lisboa.
No canto superior direito minha mãe sempre me prestigiando. Ela é uma linda!
E abaixo, Rebeca de 3 aninhos, que adorou o foguete da fada. Um dos pontos altos do lançamento.
Acima seguro no colo os bonecos baseados nos personagens do livro especialmente confeccionados para a contação de histórias que foi feita por Fábio Lisboa.
No canto superior direito minha mãe sempre me prestigiando. Ela é uma linda!
E abaixo, Rebeca de 3 aninhos, que adorou o foguete da fada. Um dos pontos altos do lançamento.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
"Antônio" na mídia - entrevista com o escritor Hugo Monteiro Ferreira
O tema da infância sempre esteve presente na vida do professor universitário e escritor Hugo Monteiro Ferreira. Seu trabalho, muitas vezes como voluntário, tem sido despertar o prazer pelos livros nas crianças, em orfanatos, organizações sociais , instituições de saúde e escolas. Suas pesquisas de mestrado e doutorado são sobre a formação do leitor com crianças do ensino fundamental. Ao disseminar a leitura nas comunidades mais vulneráveis de Pernambuco, ele conviveu com casos de violência doméstica. Hugo conta, em entrevista para a Childhood Brasil, porque resolveu escrever o livro “Antônio” (Editora Escrita Fina – ilustrações de Camila Carrossine) para ajudar as crianças a ter coragem de denunciar o abuso sexual por meio de personagens de contos infantis.
O que o inspirou a escrever uma história infantil falando sobre abuso sexual contra crianças?
Eu sempre desejei ajudar as crianças vítimas de abuso, porque percebia que elas tinham muita dificuldade para falar. Além do medo, vem a opressão, a culpa e uma sensação muito grande de estarem desprotegidas. O abusador atribui à criança uma culpa que ela não tem. Queria fazer com que elas se sentissem mais fortes para poder pedir socorro. O livro Antônio é como um grito. Eu não passei por um abuso, mas procurei me colocar na posição de um garotinho que passa por isso, porque machuca muito.
O menino Antônio gostava muito de jogo da memória, mas não queria lembrar mais do que acontecia entre ele e a Mão [no livro, “a Mão”, representa o abusador]. Ele foi inspirado em alguém?
Na verdade, ele se chama Fábio e o conheci em um orfanato de Olinda, onde trabalhei. Toda segunda-feira, ele dormia muito na escola, porque era abusado sexualmente por um vizinho nos finais de semana, quando voltava para a casa da família. A avó sabia, mas fazia de conta que desconhecia a violência, porque recebia dinheiro do abusador para ficar calada. Ele tinha dez anos, mas viveu isso por dois anos.
Para ver a entrevista completa, clique aqui.
Beijo-flor com alegria e cor!
domingo, 13 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
FNLIJ - 2012 - 14o. Salão FNLIJ do livro para crianças e jovens
Às dez da manhã estávamos lá dentro da FNLIJ e eu com meu crachá : "Camila Carrossine - autora", feliz da vida. O primeiro lançamento foi com Hugo e Mirna, e foi nessa mesma hora que os conheci pessoalmente, antes disso só emails e facebook (vivemos em uma era virtual, não é mesmo?). Mas o que li no texto dos dois quando ilustrei o "Antônio" e o "Chuá! Chuá!" se traduziu nas próprias pessoas, bem ali, na minha frente. Hugo muito gentil e Mirna muito doce, iguais às palavras que escrevem.
As crianças ouviam atentamente o que falávamos e traziam muita curiosidade nos olhos. Descobri que elas gostavam de tomar banho de chuva e que não gostam de ficar sozinhas, igualzinho a nós - adultos.
Depois que acabou esse primeiro lançamento fomos dar uma passeada na feira e checar os lançamentos. Tanta coisa legal, tanta coisa bonita, tanta criança com seus saquinhos de lanche (eu reparei: uma maçã, uma garrafa de água, um bolinho e um pacotinho de bolacha) - imagina o dia inesquecível que elas passaram...
Comemos qualquer coisa por ali mesmo (vocês lembram, o café da manhã tinha sido dos bons!) e logo já seria hora do outro lançamento.
![]() |
| à esquerda detalhe do chão e à direita o salão da Confeitaria Colombo |
Depois precisamos sair de lá pois teria outro lançamento, então fomos para o estande da Escrita Fina e lá aconteceu o que pra mim foi o ponto alto do envento. Andrea e eu estávamos lá assinando alguns livros e conversando com algumas pessoas tranquilamente, quando de repente chegou uma garota - Júlia (jamais esquecerei o nome dela) - e pediu um autógrafo em um papel. Quando ela percebeu que ali tinha duas pessoas autografando ela gritou bem alto para o resto "deles": OLHA! AQUI TEM DUAS ESCRITORAS!!!, e se corrigiu em seguida: NÃO!! É UMA ESCRITORA E UMA ILUSTRADORA!!!
Nesse momento chegaram uns 20 de uma vez em um espaço que calculo tinha uns 3x4m (repleto de estantes de livros, mesa, cadeiras e caixas), todos colocando a nossa frente agendas ou pedaços de papel para ganhar seus autógrafos. Um lá gritou: "EU JÁ TENHO TRÊS!"... Eles competiam para ver quem tinha mais assinaturas. Foi muito divertido, um pouco assustador também, rs.
Essa foi minha pequena aventura da quarta-feira passada. Só sei que depois de brincar o dia inteiro, de tão cansada, dormi feito criança.
Beijo-flor e bom final de semana.
domingo, 1 de abril de 2012
Dica de Restaurante: Clos de Tapas
![]() |
| os chefs |
Não sou crítica gastronômica, e meu paladar não é tão perspicaz como imagino que seja o de um crítico de verdade, mas adoro comer bem e adoro uma novidade.
Ontem, meu marido e eu fomos a um restaurante relativamente novo (inaugurou em 2011) na Vila Nova Conceição chamado Clos de Tapas. Como o nome sugere, lá podemos provar "tapas" que são coisinhas de beliscar de influência espanhola. Mas não são meros belisquetes, os chefs Ligia Karazawa e Raul Jiménez são super sofisticados e me surpreenderam.
Fomos duas vezes e ontem foi a segunda. Das duas vezes pedimos o que eles chamam de menu degustação com 6 pratos - ele inclui o couvert, 2 pratos frios, 3 pratos quentes e 1 sobremesa. E é surpresa, tem que estar disposto a se aventurar.
Comer no Clos de Tapas é uma experiência sensorial, os chefs não se preocupam apenas com o sabor e sim com aromas, texturas, ambiente. Além do atendimento, que é ótimo.
O restaurante foi aberto por Marcelo Fernandes, que começou com Alex Atala no D.O.M (ainda vou lá!). A arquitetura é de Naokii Otaki e o paisagismo de Gilberto Elkis. A louça - lindíssima - é de Hideko Honma e a arte é de Enrique Rodriguez. Como disse, é uma experiência completa.
Mas vamos aos pratos. Não consegui foto de todos eles, mas dá para ter um gostinho.
Dia 1:
Couvert:
1 - pães frescos feitos na casa, tinha baguete, de azeitonas, de cereais e de leite acompanhados de manteiga de uma coisa que não lembro o nome.
2 - conserva de legumes para acompanhar os pães.
3 - o PF - uma casquinha de arroz com um creme de feijão com micropedacinhos de bacon crocante e farofa de couve - mais brasileiro impossível.
Pratos:
4 - tronco - esse foi o meu preferido do primeiro dia, parecia uma floresta encantada. O tronco era mandioquinha e acompanhava folhas verdes, flores, legumes e mini cogumelos - era muito lindo! dava dó de desmanchar. Acompanhava uma espécie de fumaça que inundava toda a mesa, escorrendo pelas beiradas e exalava um aroma de floresta. Adorei.
5 - roasbeef - servido com um chip de mandioquinha e tinha uma pincelada de cobre no prato de pedra.
6 - arroz de pato - saborosíssimo.
7 - Contra-filet à moraes - corte alto de filet com flor de sal e alho frito, acompanhava um creme de alho no formato de gema de ovo.
Falta um dos pratos, que não me lembro e não encontrei a foto.
Sobremesa:
8, 9 e 10 - o côco - côco com curry, o garçon abre "o côco" na mesa que revela o interior cremoso.
E para finalizar, como não tomo café pedi um chá de hortelã que vem acompanhado de docinhos deliciosos (11).
Dia 2:
Ontem comi ostra e arraia pela primeira vez.
Vou pular o couvert pois é igual ao do dia 1.
Pratos:
4 - A Ostra, sua concha e sua pérola, uma ostra empanada em algas e uma pérola de seu próprio caldo. Esse foi o primeiro prato.
5 - Caixa de legumes - eram vegetais sobre um creminho de alho e uma "terrinha" que não sei o que era, mas era crocante e gostoso. Lindo. Adoro prato com flor.
6 - Arraia - acompanhava tiras do que acho que era beterraba e tinha formato de uma rosa - na hora que o prato chegava a mesa, se espirrava água de rosas sobre essa flor de beterraba e a gente ficava ali, sentindo aquele cheirinho gostoso.
Agora os pratos sem foto:
Depois veio o arroz de jerimum com sementes crocantes e molhinho caipira. O último prato quente foi o "bloddy beef", como diz o nome era um filet quase cru acompanhado de pedacinhos de beterraba e um molho de beterraba espirrado no prato. Bem viceral , meio Dexter - e super saboroso.
A sobremesa foi um prato que - depois de conversarmos com a simpática chef Ligia - descobrimos que fomos cobaias, ainda não está no cardápio e será servido em homenagem a Páscoa. Era uma casquinha no formato de ovo de café, com um creme branco suave dentro e uma espécie de sorbet de maracujá imitando a gema. Esse ovinho estava sobre "galhos" de chocolate e folhas de menta. Ainda estou na dúvida, mas acho que foi o meu prato preferido da noite. Aprovadíssimo!
Também pedi chá de hortelã que veio acompanhado de "pedrinhas" doces.
Pra que curte uma novidade e não tem medo de se aventurar, vale à pena.
Beijo-flor e bom apetite!
sexta-feira, 23 de março de 2012
Lançamento: "O menino que tinha medo de errar"
Oi Pessoal, faço aqui meu convite para quem estiver no Rio de Janeiro no próximo dia 25 de abril.
Se você gosta de livros não pode perder o Salão da FNLIJ. Estará cheinho de lançamentos.
E a autora Andrea Viviana Taubman e eu estaremos lá para bater um papinho. Às 15:00 hs.
Não perca!
Beijo-flor e bom final de semana!
Se você gosta de livros não pode perder o Salão da FNLIJ. Estará cheinho de lançamentos.
E a autora Andrea Viviana Taubman e eu estaremos lá para bater um papinho. Às 15:00 hs.
Não perca!
Beijo-flor e bom final de semana!
sexta-feira, 16 de março de 2012
Mais lançamento na FNLIJ 2012
Mais um lançamento na FNLIJ desse ano. Nesse, infelizmente não poderei estar presente, mas quem estiver por lá vai ter o imenso prazer de conhecer a simpática autora Alessandra Roscoe.
Será no dia 22 de abril.
BIBLIOTECA FNLIJ/PETROBRAS PARA CRIANÇAS
13:00 - Lançamento do livro: Atrás do olho fechado, ed. Callis
Será no dia 22 de abril.
BIBLIOTECA FNLIJ/PETROBRAS PARA CRIANÇAS
13:00 - Lançamento do livro: Atrás do olho fechado, ed. Callis
Lançamentos FNLIJ 2012
É com grande alegria que faço esse post.
Participarei mais uma vez da FNLIJ - evento que tenho tanto carinho.
Lá você encontra as novidades da literatura infantil juvenil e tem a chance de conhecer e conversar com os escritores e ilustradores.
E eu estarei em 3 desses encontros.
25 de abril:
Biblioteca FNLIJ - Petrobras para crianças
10:00 - Lançamento do livro: Chuá! Chuá! - Gota d´àgua, céu e mar, ed. Escrita Fina
escritora: Mirna Brasil
10:00 - Lançamento do livro: Antônio, ed. Escrita Fina
escritor: Hugo Monteiro
obs: sim, os dois lançamentos serão no mesmo horário. Lançamento duplo! Legal né!
15:00 - Lançamento do livro: O menino que tinha medo de errar, ed. Escrita Fina
escritora: Andrea Viviana
Vejo vocês lá!
Beijo-flor
quinta-feira, 8 de março de 2012
Um texto legal!
Não sou muito lá de comemorar dia 8 de março, o "Dia Internacional da Mulher". Simplesmente não vejo sentido nisso.
Aceito os parabéns de quem me fala (não pretendo ser a chata encrenqueira) e tento ver esses parabéns como um sentimento bom que essa pessoa tem para comigo.
O fato é que não me sinto diferente hoje por ser dia 8 de março, de ontem - 7 de março.
Mas já que o tema é mulher, li um texto lindo que subscrevo abaixo e é sempre uma chance de refletirmos.
A fonte é o www.marinamara.com.br.
Marina Mara, a autora do texto, nasceu em 1979, é brasiliense, escritora e eu adorei o site dela.
Beijo-flor e aproveitem essas sábias palavras!
"A estréia da estria
Poucos anos atrás ninguém sabia o que era estria, celulite e nem que o eufemismo de ruga era marca de expressão. Isso até a indústria de massa fabricar complexos em relação aos nossos cabelos, nossos seios, nossa cara; para então nos vender algum tipo de reparador para as “imperfeições”.
É mais ou menos assim: a indústria de cosméticos cheia da grana descobriu uma fórmula para amenizar umas tais estrias que até então eram só marquinhas de crescimento. Aí a mídia, combinadinha com a tal indústria, bombardeou as estrias na TV, nas revistas e até mandinga para tirar do seu corpo as coitadinhas já ouvi dizer que tem, como se elas fossem o próprio coisa-ruim. Pronto. Agora várias mulheres, felizes consigo até então, já têm a quem rejeitar. A si mesmas. Sentimento esse que as levou às casas de cosméticos em busca de autoaceitação.
É claro que não sou adepta de sobrancelhas de Frida Khalo e axilas a la Baby Consuelo. É lindo se cuidar, se amar. Minha birra é contra um só padrão imposto a todas as mulheres sendo que cada mulher é única. Cada mulher tem sua beleza. Tem seu encanto genuíno. Estaremos sempre lindas enquanto vestirmos nossa autoestima, afinal, é a moda que deve se adaptar a nosso estilo de vida e não nós ao dela. Caso contrário, faremos parte de um exército de mulheres igualmente infelizes e alheias à própria beleza.
Quem é esse ditador que usa o codinome moda? Imagine só seu carrasco-estilístico lendo o veredito: a ré foi acusada de usar bordô na estação do magenta e por isso a declaro cafona. E tchan! Num passe de mágica você se transforma numa cafona de bordô, carregando um rótulo dado por… quem mesmo? E quanto a verdadeira beleza: também somos lindas levando as crianças ao colégio, amamentando, virando noites sobre apostilas e livros, resolvendo problemas do trabalho enquanto pensamos em como resolver os de casa. E para quem disser o contrário, reúna todo o poder de sua TPM na potência máxima, olhe para a pessoa e diga na fé: eu sou linda (e seja). Quem seria louco de discordar?
Há algumas dicas de como fugir dessa ditadura. A primeira é para quando você estiver comprando roupas, seja na loja, na feira ou no camelô. Fique atenta: se a vendedora chamar uma calça ou uma blusa de Helena, por exemplo, fuja. A imposição é tão explícita que inclusive colocam o nome da mocinha das oito nos modelitos produzidos aos milhares. A segunda e mais importante dica é ter senso. Se cabelos loiros, saias curtas, decotes ou chapéus estão novamente à disposição nas vitrines, use o que combinar com você e não com a mocinha-photoshop-da-vez. E um toque: só se destaca quem é diferente, então seja você, seja única.
É cacheada? Hidrate e assuma seus cachos. Tem uma cicatriz? De cara uma boa história para contar. É branquinha? Use vermelho. Quer mudar a cor, a cara? Mude, tatue, pinte e borde, desde que isso a faça parecer cada vez mais com você mesma.
Com amor, MM."
quarta-feira, 7 de março de 2012
Dica de Livro: “Pequeno Azul e Pequeno Amarelo” – Leo Lionni
Em 2010 fiz
um curso com o autor/ilustrador Odilon Moraes e foi quando fui apresentada a
esse livro.
Me
encantei...
“Pequeno
Azul e Pequeno Amarelo” é um clássico mundial da literatura infantil.
A edição
que tenho é da Berlendis & Vertecchia Editores e foi publicada em 2005.
![]() |
| Leo Lionni - o autor |
Leo Lionni
(1910 – 1999) nasceu em Amsterdã e não teve educação formal em cursos de arte.
Era autodidata e ainda criança passeava nos museus da sua cidade para aprender
a desenhar.
Sua vida
profissional se iniciou em uma área completamente diferente – economia, mas em
1933, quando se mudou para Milão, tornou-se diretor de arte (achei isso super
legal, ainda mais agora que comecei a pós em direção de arte – ihhh,
divaguei...). Em 1939 ele foi morar nos Estados Unidos onde atuou também atuou
nessa função em agências de publicidade e outras empresas. Foi diretor de arte
da revista Fortune por 12 anos.
Os livros
infantis vieram a partir de 1959, quando se mudou de volta para a Itália. Esse
foi o primeiro e nasceu de maneira despretenciosa quando contava a seus netos
em uma viagem cansativa de trem.
Sobre a
história, arrisco em dizer que é uma história de síntese. Sem firulas.
É um livro
sobre amizade, alegrias, tristezas, família e brincadeiras. E de lambuja o
autor ensina um pouquinho de teoria da cor.
É ilustrado
com manchas de cor (não tenho certeza, mas parece papel rasgado), o que
estimula a imaginação do leitor. E incrível como não precisa nada além dessas
manchas para contar essa singela história.
Achei esse
vídeo abaixo que mostra uma edição diferente da que tenho aqui em casa. Dá para apreciar um pouquinho do livro.
Beijo-flor
e Boa leitura!
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